Depressão atinge 5,8% da população brasileira, diz OMS

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  A OMS, Organização Mundial de Saúde, estima que 300 milhões de pessoas no mundo sofra com a depressão. No Brasil, o índice chega a 5,8% da sua população.   Ao longo dos anos, diagnósticos da doença vem se tornando cada vez mais comuns nos consultórios. Muitas vezes confundida com tristeza, a depressão tem seus sintomas mais agudos e prolongados que vão desde a perda de interesse e prazer na vida, até distúrbios do sono.     Adriana, de 44 anos,  iniciou o tratamento aos 27,  após ser orientada pela psicóloga do trabalho que identificou uma depressão leve no seu comportamento :

   “Aos 23 anos eu trabalhava numa fábrica de calçados, eu odiava o trabalho, mas trabalhava por que precisava, pois tinha uma filha de 4 anos[...]De repente eu me vi muito nervosa, brigando com colega de trabalho, causando estranheza até no meu chefe. Daí procurei a psicóloga do trabalho que me diagnosticou com depressão.”


  Casos como o de Adriana tem chamado a atenção para um surto do transtorno que coloca o Brasil como o país com maior número de vítimas da América Latina.  Apesar de ainda não ser possível clinicamente definir como se inicia uma crise, pode-se reconhecer alguns indícios, segundo a Psicóloga Denize Mascarenhas :    “Desânimo,  cansaço exagerado,  perda do interesse pelas atividades rotineiras, perda ou aumento de apetite, tristeza sem motivo; mas os sintomas variam de pessoa para pessoa.”  É importante entender que tristeza e depressão são coisas diferentes :

  “Há momentos da vida que a gente fica triste, crises são feitas pra gente crescer e a gente não precisa ligar essa coisa a uma depressão necessariamente. Então tem que fazer uma diferença entre tristeza e depressão.” - Pontua a Doutoura.  Entre jovens e adolescentes, a busca para um tratamento adequado encontra barreiras na vergonha e o preconceito, para a Doutora Denize, os jovens de hoje estão cada vez menos acostumados a enfrentar frustrações e tendo que lidar com uma rapidez de informação e resultados.  

      “Eu sofro há 10 anos de Fobia Social, as vezes eu tenho vontade de conquistar o mundo, ser livre , estudar muito e ser motivo de orgulho e as vezes tenho vontade de sumir, largar tudo, sinto um desânimo tão grande, até o noticiário me entristece[...]já escutei muito do meu ex-namorado que era frescura, falta de força de vontade, hoje eu não falo mais disso com ninguém. Faço um tratamento de psicoterapia com acompanhamento Psiquiátrico a base de remédios.” – relata Alline Souza, 22 anos estudante de Pedagogia.

  Embora a Depressão seja a quarta doença incapacitante no mundo, ainda há resistência em se procurar uma ajuda profissional, no entanto a Doutora Denize enfatiza a importância de se iniciar o quanto antes o tratamento : 


        “Algumas pessoas vão precisar de medicação para sair da depressão e ainda hoje se faz uma associação entre psicólogo e loucura, psiquiatra e loucura e esse mito tem que cair. É uma doença muito comum em qualquer idade, em qualquer classe social, mas tem tratamento.”



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