Jesus Cristo, o homem mais influente que já viveu

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    Seja você cristão ou não, certamente suas referências de moral e costumes são pautadas na figura histórica de Jesus.

    Sua influência foi um divisor de águas, principalmente na cultura ocidental e ainda que sua natureza divina esbarre em um ceticismo científico, seu legado como um líder religioso é quase que unânime tanto para estudiosos ateus quanto para religiosos das principais crenças do mundo.

Como as principais religiões e a filosofia vêem Jesus

Cristãos : Divididos primariamente em Católicos e Protestantes, os Cristãos vêem Jesus como o próprio Deus na figura humana do Filho, que veio ao mundo tomar para si todos os nossos pecados, sendo o Messias anunciado pelos Profetas Maiores Judaicos.

Judeus : Também divididos em diversas ramificações, muitos dissidentes do Judaísmo da era de Cristo não reconhecem Jesus como o Messias, para eles o Messias é o Profeta Elias, que ainda há de vir. 
Porém é um senso comum de que Jesus era um profundo conhecedor das Leis Judaicas, alguns o reconhecem como um Mestre e já existem Judeus que o exaltam como o verdadeiro Messias, filho de Deus, são os chamados Judeus Messiânicos.

Muçulmanos : Os Muçulmanos, ao contrário do que muitos pensam, reconhecem Jesus como um profeta enviado por Deus, tendo até seu nome escrito no Alcorão, como "Isa" em Árabe. Eles ainda acreditam que Jesus retornará a terra para restaurar a justiça e julgar o falso messias, o anti-cristo para os Cristãos, "al-Masih ad-Dajjal" para os Islâmicos.

Hindus : Os Hinduístas crêem na figura Jesus como um Avatar, ou seja, encarnação de Deus na terra. Para eles, Jesus foi iniciado na filosofia Védica e muitas correntes acreditam que ele seria a encarnação de Vishnu, a segunda pessoa da trindade hinduísta.

Kardecistas : Para o Espiritismo, Jesus é o modelo de ser humano mais perfeito que Deus ofereceu, para servir de guia. Neste sentido é que Allan Kardec afirma que, "para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra.

Budistas : Os Budistas comparam os ensinamentos de Cristos aos de Siddhartha. Para eles, Jesus é um ser iluminado, um Buda e destacam o caráter meditativo de Jesus que, assim como Buda, se retirava frequentemente para meditar.

Pastor e Bacharel em Teologia pela Fabat, Everton Louvize salienta que é importante lembrar que Jesus historicamente já não é mais dúvida, pelo menos para a maioria dos historiadores, visto que documentos importantes já foram encontrados falando sobre a figura de Cristo, como por exemplo o de Flávio Josefo, que foi um Historiador Romano, sendo assim não havendo de ter nenhum proselitismo em se falar de uma pessoa que não existiu.

"Outra evidência importante foram os milhares de mártires que morreram por Cristo e suas mensagens. Agora a idéia de Jesus como Filho de Deus é uma experiência que historicamente não se pode comprovar, até porque isso está no âmbito da fé e que bom que isso acontece, pois um Deus que se prova tudo não é grande coisa, como diria Rubem Alves, então o Jesus, Filho de Deus só pode ser provado numa experiência íntima com ele." - Conclui o Pastor.

Ao longo da história da humanidade, os preceitos Cristãos foram importantíssimos para grandes avanços sociais.

O HuffPost publicou alguns paradigmas que o Nazareno quebrou com com seus ensinamentos. 

Crianças  

No mundo antigo, as crianças eram deixadas rotineiramente para morrer de exposição - particularmente se fossem do sexo errado (você pode adivinhar qual era o errado); eles eram freqüentemente vendidos como escravos. O tratamento de Jesus e os ensinamentos sobre as crianças levaram à proibição de tais práticas, bem como orfanatos e padrinhos. Um estudioso norueguês chamado Bakke escreveu um estudo sobre esse impacto, intitulado simplesmente: Quando as crianças se tornam pessoas: o nascimento da infância no cristianismo primitivo.

Educação  

O amor pelo aprendizado levou aos mosteiros, que se tornaram o berço das guildas acadêmicas. Universidades como Cambridge, Oxford e Harvard começaram como esforços inspirados por Jesus para amar a Deus com a mente de todos. A primeira legislação para financiar publicamente a educação nas colônias foi chamada The Old Deluder Satan Act, sob a noção de que Deus não quer que nenhuma criança seja ignorante. O mundo antigo amava a educação, mas tendia a reservá-la para a elite; a noção de que cada criança tinha a imagem de Deus ajudou a impulsionar o movimento pela alfabetização universal. 

Compaixão

Jesus tinha uma preocupação universal por aqueles que sofreram que transcenderam as regras do mundo antigo. Sua compaixão pelos pobres e doentes levou a instituições de leprosos, o início dos hospitais modernos. O Concílio de Nissa decretou que, onde quer que existisse uma catedral, deveria haver um hospício, um lugar para cuidar dos doentes e dos pobres. É por isso que até hoje os hospitais têm nomes como "Bom Samaritano", "Bom Pastor" ou "Santo Antônio". Eles foram as primeiras instituições de caridade voluntárias do mundo.    

Humildade

O mundo antigo honrou muitas virtudes como coragem e sabedoria, mas não humildade. As pessoas geralmente eram divididas em primeira classe e coach. “O cargo deve ser preservado”, disse Cícero; cada um dos 99 por cento originais era um mediocribus personisocribus. Plutarco escreveu um livro de auto-ajuda que pode acabar com as listas de best-sellers em nossos dias: Como se Louvar Inofensivamente.

A vida de Jesus como servo de lavar os pés acabaria por levar à adoção da humildade como uma virtude amplamente admirada. O historiador John Dickson escreve: 
"é improvável que qualquer um de nós aspirasse a essa virtude se não fosse pelo impacto histórico de sua crucificação ... Nossa cultura permanece cruciforme por muito tempo depois que deixou de ser cristã".

Perdão

No mundo antigo, a virtude significava recompensar seus amigos e punir seus inimigos. Conan, o Bárbaro na verdade estava parafraseando Ghengis Khan em sua famosa resposta à pergunta "o que há de melhor na vida ?"- Esmagar seus inimigos, vê-los à sua frente e ouvir as lamentações de suas mulheres.

Uma idéia alternativa veio da Galiléia :
O melhor da vida é amar seus inimigos e vê-los reconciliados com você.
Hannah Arendt, a primeira mulher nomeada para uma cátedra completa em Princeton, alegou, ö descobridor do papel do perdão no reino dos assuntos humanos era Jesus de Nazaré". Isso pode ser discutível, mas ele certamente deu à idéia uma publicidade única. 

Reforma humanitária

Jesus tinha uma maneira de defender os excluídos que muitas vezes eram francamente irritantes para aqueles que estavam no poder. Sua inclusão de mulheres levou a uma comunidade na qual as mulheres se aglomeravam em números desproporcionais. Escravos - até um terço das populações antigas - podem entrar em uma comunhão da igreja e fazer com que um proprietário de escravos lave seus pés em vez de espancá-los. Um texto antigo instruiu os bispos a não interromperem a adoração para saudar um rico participante, mas para sentar-se no chão para receber os pobres. O apóstolo Paulo disse : "Ora, não há nenhum judeu, nem gentio, escravo ou livre, macho e fêmea, mas todos são um em Cristo Jesus".

Thomas Cahill escreveu que essa foi a primeira declaração de igualitarismo na literatura humana.

fonte : https://www.huffpost.com/entry/six-surprising-ways-jesus_b_1773225

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