Opinião | O ativismo midiático a serviço da desinformação



A indústria da comunicação é um indiscutível atuante em narrativas políticas pelo mundo.
No Brasil, ela tem tomado proporções absurdas,  chegando a ferir princípios de ética jornalística para influenciar a opinião pública e até "balançar" os poderes do Estado.

Jornalista Paulo Henrique Amorim em conversa com políticos Petistas.
Diferente de países sob regimes totalitários, hoje no Brasil a imprensa é livre, porém repleta de indícios de relações partidárias, seja por dinheiro ou interesse.

É correto dizer que essa não é uma peculiaridade da nossa mídia, existem denúncias de jornais e emissoras de grande porte ligadas à agendas politico-ideológicas em diversos países.


Na última semana, mais um caso emblemático veio a tona :
A "The Intercept Brasil", uma agência de notícias fundada por jornalistas americanos com o objetivo de trazer reportagens investigativas sobre política, divulgou em seu site uma gravação de uma conversa através do aplicativo Telegram entre o Ministro da Justiça Sérgio Moro, então Juíz Federal e o Promotor do Ministério Público, um dos grandes responsáveis pela Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol. 

Segundo a agência, seria uma colaboração proibida entre poderes com objetivo de incriminar o Ex-Presidente Lula.
"Em diversas conversas privadas, até agora inéditas, Moro sugeriu ao procurador que trocasse a ordem de fases da Lava Jato, cobrou agilidade em novas operações, deu conselhos estratégicos e pistas informais de investigação, antecipou ao menos uma decisão, criticou e sugeriu recursos ao Ministério Público e deu broncas em Dallagnol como se ele fosse um superior hierárquico dos procuradores e da Polícia Federal.", diz a reportagem no site da Intercept Brasil.


"Muito Barulho e Sensacionalismo."

Assim definiu o Ministro Sérgio Moro em sua conta do Twitter.
Segundo Moro, que se referiu a gravação e publicação da conversa como uma prática criminosa realizada por 'hackers', não há nada na matéria a não ser sensacionalismo.


O site "O Antagonista" publicou uma nota do Ministro sobre o caso:

“Sobre supostas mensagens que me envolveriam publicadas pelo site Intercept neste domingo, 9 de junho, lamenta-se a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores. Assim como a postura do site que não entrou em contato antes da publicação, contrariando regra básica do jornalismo.

Quanto ao conteúdo das mensagens que me citam, não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado, apesar de terem sido retiradas de contexto e do sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato.”

Fonte : 
https://www.oantagonista.com/brasil/moro-divulga-nota-sobre-as-materias-com-a-troca-de-mensagens-entre-ele-e-dallagnol/

Jornalismo, como a Intercept faz, cai em um nicho da comunicação desnecessária e perigosa para a sociedade.
Pautados na 'pós-verdade', quando se utiliza o apelo emocional para defender ou promulgar determinados assuntos sem que a verdade importe, o jornalista presta um papel nocivo e traz insegurança, jogando a população para meios ainda menos confiáveis e à deriva de suas próprias intuições.

por  Luis Cacio (Estudante de Jornalismo)

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