A minissérie Chernobyl trouxe de volta as especulações sobre o maior desastre nuclear da história


A recente minissérie exibida pela HBO sobre o desastre de Chernobyl gerou polêmicas e trouxe o tema de volta ao debate público, além de criar na nova geração uma curiosidade sobre a real história do evento histórico.
A trama conta "a verdadeira história de uma das piores catástrofes provocadas pelo homem" e fala dos bravos homens e mulheres que se sacrificaram para salvar a Europa de um desastre inimaginável. 

A minissérie foca no escândalo devastador do desastre da usina nuclear que ocorreu na Ucrânia em abril de 1986, revelando como e por que aconteceu e contando as histórias chocantes e notáveis ​​dos heróis que lutaram e caíram.


[A minissérie Chernobyl foi exibida pelo canal à cabo HBO e tiveram cinco episódios.]

Alguns sobreviventes, bem como representantes do governo Russo, se dividiram em opiniões sobre a série, mas o assunto Chernobyl atravessou décadas sendo alvo de especulações de especialistas e teóricos da conspiração sobre o que de fato aconteceu na Usina Nuclear. 

Em 26 de abril de 1986, os sistemas de resfriamento falharam no reator nuclear de Chernobyl, 50 milhas ao norte de Kiev na Ucrânia Soviética.
Como descrito em relatórios subsequentes, uma série de erros técnicos levou a água a correr baixo e superaquecer em vários componentes de refrigeração, criando uma explosão que quebrou a tampa de 1000 toneladas do reator, incendiou a instalação e desencadeou uma nuvem mortal radioativa na paisagem circundante.
Por semanas depois disso, helicópteros lutaram contra o fogo, despejando areia e chumbo no reator quebrado.
Um segundo grande incêndio irrompeu em 23 de maio, exigindo maiores esforços. Enquanto isso, a radiação se espalhou por toda a Ucrânia e em grande parte da Europa.


A contagem de corpos de Chernobyl pode nunca ser conhecida.


As autoridades russas não reconheceram o desastre até 28 de abril, quando monitores em uma usina na Suécia detectaram grandes doses de radiação no ar e suspeitaram de um vazamento em suas próprias instalações. Dentro de 36 horas da explosão 300 pessoas foram tratadas por doenças graves devido à radiação e mais de 100.000 foram evacuadas de suas casas.

Em 1991, o Canadian Broadcasting System reivindicou 10.000 a 15.000 mortes imediatas; várias fontes projetaram perdas a longo prazo de câncer e outras doenças, variando tão alto quanto 125.000. Apologistas da indústria nuclear, entretanto, afirmam que apenas 48 mortes verificadas ocorreram até agora, com um adicional de 800 casos de câncer de tireóide relatado em crianças.


Há quem diga que o desastre de Chernobyl não foi um acidente, ao contrário, teria sido uma doente e intencional experiência conduzida pelo “antigo” governo comunista em Moscou para angariar conhecimento sobre os efeitos da contaminação radioativa.

Por que razão?

Preparar-se para lutar e sobreviver a uma guerra nuclear global.

O argumento decisivo, nessa perspectiva, é a Montanha Kosvinskiy, um centro de controle e comando subterrâneo semelhante àqueles espalhados pelos Estados Unidos, que autoridades russas construíram em 1996.
“Por que teriam feito isso ?", perguntam os conspiradores.
A menos que o Kremlin está planejando uma guerra nuclear. 



Fontes : 
Programação HBO
The Encyclopedia of Conspiracies (Michael Newton/2006)





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