Caso Epstein reacende o debate sobre o escândalo "Pizzagate"


Jeffrey Epstein é o nome que mais tem estampado as capas e manchetes de jornais nos Estados Unidos nas últimas semanas e não é devido ao fato de Epstein ser um bilionário financista de Wall Street bem sucedido, cuja fortuna "generosamente" já financiou campanhas de políticos americanos.
O que tem voltado as lentes das câmeras dos noticiários ao empresário desta vez é a sua prisão pelo envolvimento em uma suposta rede de tráfico sexual de menores, acusação que Epstein já teria se livrado em um "acordo entre partes" com os promotores do caso, depois de cumprir uma pena leve em 2008, tal acordo teria sido mediado na época pelo atual Secretário do Trabalho no Governo Trump, Alex Acosta, como já reportamos em outro artigo aqui no site [leia aqui].

No dia 6 de Julho, Epstein foi preso novamente pela mesma acusação e as investigações, que teriam corrido em sigilo depois da absolvição de Jeffrey em 2008, levantaram ainda mais vítimas, testemunhas e provas, como cds contendo fotos de menores nuas em uma de suas residências, em Manhattan, descoberto pela Polícia Novaiorquina.
O caso desde então está trazendo de volta uma outra polêmica envolvendo pedofilia e a alta sociedade americana.


Pizzagate é o nome dado a uma teoria da conspiração que nasceu quando emails do então assessor da ex-candidata à presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton, John Podesta, foram vazados pelo site da Wikileaks.
As mensagens contidas nos emails sugeriam uma comunicação entre John e algumas pessoas influentes em códigos, pois eram desconexas e chamavam a atenção dos usuários de fóruns da internet como 4chan e Reddit, principalmente porque as palavras "pizzas" e "queijo" eram mencionadas várias vezes juntas, até que deduziram se tratar de pornografia infantil, pois a primeira letra de cada palavra se assemelhava a "child (cheese) pornography (pizza)" - pornografia infantil. 


À partir daí um processo investigativo não oficial foi feito pelos internautas que descobriam ligações entre Podesta e outras figuras importantes da sociedade americana que tinham algumas estranhas afinidades.
O conteúdo do email sugeria, segundo os foristas, uma orgia organizada em uma Pizzaria chamada "Comet Ping-Pong", que seria usada para a realização dos atos com menores, a Pizzaria inclusive foi usada para um jantar de arrecadação para a campanha de Hillary Clinton à presidência.

Muitos nomes ligados ao Partido Democrata teriam frequentado "festas" fechadas no local, e cada nome que era citado nos emails ou vinculado a John, os internautas faziam um verdadeiro pente-fino em suas respectivas redes sociais afim de encontrar algumas pistas.
O irmão de John, Tony Podesta, por exemplo, é um excêntrico milionário americano, lobista, que possui gostos bem "diferentes".
Aficcionado por arte, Tony possui em sua casa quadros e esculturas que remetem a sexo e a crianças. Em uma reportagem para uma revista de arte, peças de sua coleção foram expostas e isso deixou muita gente desconfiada.

É possível ver na Mansão de Tony quadros com crianças amarradas, nuas e em situações assustadoramente sugestivas, chegando ao ponto de sua esposa dizer que convidados que frequentavam a casa saíam apavorados com as artes ali expostas. 

No blog "zeropointnow" há uma publicação sobre as artes na casa de Tony, sua relação com o irmão e sua estranha personalidade. [veja aqui]
 
Este foi o fio de uma série de levantamentos feitos pelos internautas e endossados por alguns teóricos da conspiração, como o radialista e apresentador do podcast Infowars, Alex Jones.

Todo o desdobramento da teoria sobre o Pizzagate você pode encontrar pesquisando nos fóruns de conspiração do reddit (r/conspiracytheories) e em diversas páginas e canais no Youtube sobre o tema. No Brasil, a jornalista Carolina Canossa publicou em 2018, um artigo sobre o caso na coluna Mundo Estranho, no site da revista Super Interessante [leia aqui] onde justamente aborda a teoria como um 'escândalo de fake news' que abalou a campanha de Hillary.


Em breve publicaremos uma matéria completa sobre o assunto, porém, com todos os indícios de um possível escândalo envolvendo pessoas da elite americana, a mídia tratou a notícia como sendo uma "fake news" e não deu muita importância a ponto de investigar as denúncias, com excessão de um jornal de uma afiliada da CBS, em Atlanta, que fez uma reportagem mais profunda sobre o caso, mas que inexplicavelmente foi retirada da programação dois dias depois de exibida.

Agora, com o caso Epstein revelando uma suposta organização com participação de pessoas importantes da sociedade americana, incluindo sua relação íntima com os Clinton, a teoria volta a ganhar força na internet e, desta vez, sob o olhar mais atento da imprensa.


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