Líderes indígenas que pedem pela exoneração da Secretária Nacional de Saúde Indígena são flagrados em hotel de luxo em Brasília

Nesta quarta-feira (10) um grupo de 50 indíos, liderados pela indígena Andréia de Fátima Fernandes, ocuparam o prédio da SESAI e mantiveram a Secretária Nacional de Saúde Indígena Silvia Nobre Waiãpi em cárcere privado.
Segundo Waiãpi, os índios queriam força-la a realizar um contrato emergencial, sem licitação, com a empresa Intercept pela bagatela de R$21 milhões.

A Intercept presta serviço sem licitação há 3 anos, segundo noticiou o site Agora Paraná e o contrato vem sendo renovado desde então pelo método de contrato emergencial, ao contrário do que diz a Lei 8666, que dispõe sobre as licitações.

Para a reportagem do site Agora Paraná, especialistas disseram que o grupo indígena, não representa a base dos seus povos, sendo usado somente para arrecadar dinheiro público 
e de ONGs internacionais para benefícios próprios, o que estaria com os dias contados com o Governo Bolsonaro. 
A Secretária Waiãpi ainda se manifestou sobre o caso :

“Não posso ficar assinando contratos emergenciais, cujos seus responsáveis não fizeram licitação a tempo para forçar justamente contratos emergenciais onde não há participação de ampla concorrência. Neste caso por exemplo, o Distrito local fez uma primeira proposta de um contrato de R$ 35 milhões, nós não aceitamos e eles baixaram para R$ 21 milhões, uma diferença de R$ 14 milhões. Para onde vai esse dinheiro?”, questionou a Secretária.

Enquanto o grupo ocupa o prédio em Brasília e em outros 33 distritos reivindicado contratos milionários com empresas sem licitação, a SESAI segue tentando atender a comunidade indígena do Brasil de forma legal e transparente.
Ainda em meio esse transtorno, um dos líderes do do grupo que visa derrubar a Secretária Waiãpi, Cacique Yssô Truká foi flagrado se hospedando no luxuoso hotel San Marco em Brasília, onde a diária sai em torno de R$800,00.



O movimento, que tem ligações com o Partido dos Trabalhadores, é visto como ilegítimo entre outras lideranças indígenas que os acusam de serem aproveitadores e não índios de verdade.

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2 Comentários

  1. Sou Índia da etnia Truká e tenho uma cunhada portadora da Esclerose Lateral Amiotrófica. O laudista fez encaminhamento para um neuromuscular o qual foi entregue ao Polo de Saúde indígena, em fevereiro de 2018. E ate este momento ñ tivemos retorno. Ela tem dificuldades para se alimentar, respirar e etc.
    Para levar ao hospital local para alguns procedimentos básicos e preciso nunca conseguimos transportes através da saúde indígena. Isso é revoltante o dinheiro da saúde concentrado em mãos de lideranças e a maioria dos índios sendo humilhados nas aldeias.

    O retrato que vai pra fora é um. Mais a realidade é outra muito triste😭😭😭😭

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    1. :( É lamentável ! Espero que essa situação mude com o novo governo.

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