Muçulmanos se oferecem para guardar Igreja contra terrorismo nas Filipinas


Empatia, solidariedade e cooperação é a melhor maneira de se quebrar paradigmas e preconceitos.
Uma notícia vinda da cidade de Baguio, nas Filipinas, mostra como podemos combater ódio dando o primeiro passo para a quebrar nossos próprios preconceitos.

CIDADE DE BAGUIO - Católicos foram surpreendidos no domingo de manhã quando os muçulmanos se juntaram a eles para uma missa na Catedral de Baguio, um local popular entre os moradores e turistas.
Domingo também foi Eid al-Adha (A Festa do Sacrifício), mas líderes da comunidade islâmica local passaram o dia assegurando a igreja após um relatório militar sobre planos terroristas que visam igrejas e locais de peregrinação no norte de Luzon, nas Filipinas, ter sido vazado.
“Queremos garantir aos nossos vizinhos de Baguio que não estamos aqui para prejudicar ninguém. Estamos aqui para ficar lado a lado com eles contra o terrorismo”, disse o imã Samsodin Monib, presidente da Comunidade Muçulmana de Baguio.

A oferta da comunidade muçulmana incluía a guarda de todas as igrejas em Baguio, a adesão a patrulhas policiais e a garantia de centros religiosos.
O prefeito Benjamin Magalong disse que a idéia de proteger as igrejas veio dos líderes islâmicos depois que um memorando militar de 2 de agosto foi acidentalmente publicado online.

De acordo com o memorando, os extremistas podem atacar “Igrejas Cruzadas" (um termo que o grupo terrorista do Estado Islâmico usa para igrejas católicas) na cidade de Laoag.
Os frequentadores da igreja que participaram da missa na Igreja de Nossa Senhora de Manaoag, outro local popular de peregrinação, foram protegidos por três equipes de policiais e soldados.
As medidas de segurança não foram destinadas a alarmar os moradores, segundo o prefeito da cidade, Kim Amador.
A ameaça se espalhou rapidamente pela mídia social, mas Amador assegurou ao público que nenhuma evidência foi descoberta até agora para indicar que um ataque era iminente.

A polícia de Pangasinan também formou um conselho composto por policiais muçulmanos e encarregado de analisar informações sobre terrorismo e drogas ilegais, disse o tenente-coronel Abubakar Mangelen Jr., chefe de polícia de Dagupan.


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